12 regras para uma entrevista positiva

Se chegou à altura de ter entrevistas é porque o seu currículo se destacou – um excelente objectivo já foi atingido e a si se deve. E apesar de ser uma evidência, devemos sempre lembrar-nos de que não há uma segunda oportunidade para causar uma boa impressão.

Se estiver imbuído de espírito positivo e confiança e juntar a isso a preparação cuidada de uma entrevista de trabalho, as suas hipóteses de ser contratado aumentam consideravelmente.

Só o facto de se ter preparado já lhe vai dar uma tranquilidade extra – aquela sensação de ter o trabalho de casa feito – e que faz com que o transmita ao recrutador no momento certo, em formato de capital de confiança. Como sabe que se esforçou realmente, mesmo que não consiga a sua meta, vai de consciência tranquila consigo próprio – o que é sempre o mais importante.

Nunca é demais relembrar ideias fundamentais para o sucesso:

– Treino, treino, treino: pratique as perguntas e respostas que acha que o recrutador lhe pode fazer: as gerais e as específicas para a sua área. Primeiro por escrito – escrever é lembrar duas vezes e ajuda a organizar o raciocínio – e depois com alguém de confiança no papel de entrevistador ou, se não puder, faça-o em voz alta e, se quiser, ao espelho. Treine bem os seus pontos fortes, os pontos a melhorar e a perspectiva de evolução profissional a 5 anos. Num resumo, saiba salientar os pontos mais positivos que teve ao longo da vida profissional, dado que ajuda a transmitir uma imagem favorável e construtiva ao possível empregador. Não precisa de referir todas as empresas onde trabalhou. Evidencie os maiores trunfos profissionais e faça sobressair o desempenho académico, se for caso disso. Não fale demais em perguntas de resposta aberta, mas diga o suficiente para esclarecer.

– A empresa: estude a empresa e a vaga a que se candidata e demonstre interesse sobre a mesma. É importante saber ao que vai, quais os clientes principais da empresa e o seu posicionamento de mercado. Fazer uma ou duas perguntas específicas sobre esta não é demais e só demonstra empenho da sua parte.

– A verdade: diga sempre a verdade. Não invente experiência e qualificações que não tem. O recrutador dará por isso mais tarde ou mais cedo. Mais vale ser transparente, sem enfatizar os pontos fracos, e demonstrando vontade de aprender eventuais competências que lhe faltem para preencher os requisitos necessários.

– Comunicação não verbal: não se esqueça de que comunicamos com as mais subtis expressões corporais, gestos, olhares e tom de voz. Controle a sua postura em contexto de entrevista, mostrando alguma naturalidade e um sorriso, mas esteja em estado de alerta. A sua postura pode denunciar o seu nervosimo. Tente relaxar, pensando que, no fundo, é uma conversa com uma pessoa parecida consigo. Olhe o recrutador nos olhos, pois isso ajudará criar confiança e até empatia no momento.

– Saiba ouvir: é uma das grandes qualidades que tende a perder-se. Mostra humildade, atenção, empatia e inteligência. Oiça com atenção o que lhe é perguntado e responda o mais objectiva e naturalmente que puder. Não responda a uma pergunta com uma pergunta. Responda primeiro e se quiser colocar questões, faça-o de seguida.

– Currículo: prepare-se para explicar o seu CV detalhadamente, nomeadamente alguns períodos vazios, se os tiver.

– Cuidado com a arrogância: demonstre confiança e segurança, mas nunca arrogância. Confiança não se demonstra gabando-se de ser o melhor em todas as empresas, escolas ou situações por que passou.

– Opinião q.b.: tenha cuidado com opiniões sobre antigas empresas e chefias. Mesmo que seja directamente questionado, não minta, mas evite colocar demasiada negatividade em alguém especificamente. Fale de forma mais generalista e termine o assunto rapidamente. Os meios profissionais são pequenos e nunca se sabe o que o recrutador pode pensar ou sentir.

– Salário: pense no salário que pretende atingir, olhando à sua experiência, idade e situação presente. Tente estudar os salários do sector e se possível da empresa a que se candidata. Seja razoável e mostre-se aberto a negociar e a obter benefícios de outra forma, para além do salário. No fim, pode também perguntar quando é que se vai saber sobre a resolução do processo de recrutamento.

– Adapte o vestuário: vista-se com alguma formalidade e discrição, mas atente no tipo de código de vestuário da empresa e adapte-se. Se a empresa for informal, aparecer de fato completo pode distanciá-lo do universo onde se quer integrar. Tente sentir-se confortável com o que escolher e, mesmo que tenha de ser formal, adapte a roupa ao seu estilo. Não use nada que distraia a atenção da pessoa que está a entrevistá-lo. Uma gravata berrante, uns brincos demasiado barulhentos e até um perfume demasiado intenso podem ser irritantes.

– Pontualidade: não chegue em cima da hora e conheça bem o caminho. Vá com antecedência, mas não demasiada. Se for, vá tomar um café perto da empresa. A menos que passe à porta constantemente, faça o esforço de ir antes ou até nos dias anteriores reconhecer o caminho, porque há enganos constantes com numeração de ruas, transportes, obras, etc.

– O passado foi lá atrás: se está desempregado não se mostre fragilizado por esta situação, nem a empole. Apresente-se com a postura de quem olha sempre para o lado solar das situações – a de quem tem muita vontade de aprender e desejo de concretizar projectos e atingir objectivos. Até pode não sentir isto assim com tanta força – todos sabemos que há alturas menos boas – mas, sem fazer demasiado teatro, dê o melhor para convocar a personagem optimista que mora dentro de si. Ou invente uma, se preciso for. O seu objectivo profissional está primeiro.

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