Guia de Lisboa – As melhores cidades para se trabalhar

A cidade luz, joia da coroa do boom do novo turismo nacional, está em franca expansão. A capital de um país é quase sempre uma das melhores áreas para arranjar trabalho e Lisboa não é excepção. Apesar de o emprego no sector turístico crescer massivamente, a grande alface é ideal para arranjar trabalho em muitas outras áreas. Não é exagero se dissermos que a cidade está no topo das capitais do velho continente, com bastantes oportunidades de trabalho e qualidade de vida, até pela sua situação geográfica – está a meia hora de óptimas praias e outros convidativos cenários naturais de que pode usufruir ao fim de um dia de trabalho. Ah!…E está na moda!

História

Com uma história muito antiga e rica, Lisboa cresceu a partir da colina do Castelo de São Jorge. Foi habitada por Fenícios, Gregos, Romanos e Mouros e, em 1147, conquistada por D. Afonso Henriques. Em 1255, Lisboa tornava-se capital do reino.

Transformou-se em cais de partida das naus e caravelas que descobriram novos mundos, Brasil e Índia, e num centro mercantil onde chegavam e se negociavam as especiarias do Oriente. Lisboa foi um dos palcos onde povos, culturas e saberes distantes e diferentes se apresentaram à Europa.

Devido às sucessivas construções pelos diversos povos, foi uma cidade de complicada urbanização, rica de contrastes e combinações de diferentes estilos que o terramoto de 1 de Novembro de 1755, seguido de maremoto e incêndios, destruiu em boa parte.

Sobre os escombros da velha capital levanta-se a Lisboa pombalina, uma das mais arrojadas concepções urbanísticas, empreendida pelo Marquês de Pombal, 1º Ministro do rei D. José I.

Com o surto industrial do séc. XIX, a cidade vê-se acrescida de população vinda da província. Sendo anteriormente edificada sobre as Sete Colinas tradicionais, foi obrigada a transpôr esse limite, aglutinando progressivamente freguesias circundantes, como Ajuda, Estrela, Alcântara ou Belém. Com a abertura da Avenida da Liberdade, antes um parque com a denominação de Passeio Público, a cidade começa a expandir-se para o Norte.

Depois da Iª Guerra Mundial, preenchem-se as malhas vazias resultantes dos traçados dos eixos das novas avenidas. A partir da década de 30 o arquitecto começa a ter uma maior intervenção na construção de edifícios novos. É o período Duarte Pacheco, Presidente da Câmara e posteriormente Ministro das Obras Públicas (1930-43). Constroem-se novos bairros assumidamente desenhados pelos novos urbanistas, com ruas largas e homogeneidade do desenho das fachadas.

A criação de novos bairros (como Encarnação e Alvalade), antecessores do aparecimento e desenvolvimento da urbanização de Olivais e Chelas, aplicaram já os princípios preconizados na Carta de Atenas.

É a época dos grandes blocos residenciais livres e separados por zonas verdes, com zonas de lazer, procurando uma maior exposição solar e melhor arejamento segundo modelos já ensaiados noutros países.

Com a exposição universal que a cidade conheceu em 1998, a zona oriental foi reabilitada e criada a zona do Parque das Nações.

Nos últimos sete anos a cidade conheceu uma explosão turística, o crescimento exponencial do alojamento local e o disparar dos preços do imobiliário, o que veio criar uma nova economia. A cidade sofre agora de um processo de gentrificação que as autoridades estão com dificuldade em conter, por forma a que se mantenha o equilíbrio entre o turismo e a qualidade de vida dos cidadãos.

Geografia

Localizada na margem direita do estuário do rio Tejo, com altitude máxima na Serra de Monsanto (226 metros de altitude), Lisboa é a capital mais ocidental da Europa. Fica situada a oeste de Portugal, na costa do Oceano Atlântico.

Os limites da cidade estão bem fixados dentro do perímetro histórico. Isto levou à criação de várias cidades ao redor de Lisboa, como Loures, Odivelas, Amadora, Oeiras e Sintra, que são de parte do perímetro metropolitano de Lisboa. A sul do Tejo, mas pertencentes já ao distrito de Setúbal, Almada, Seixal e Barreiro são também casa para a expansão urbanística de Lisboa em particular após 1974, beneficiando da proximidade do centro da cidade, embora com uma identidade claramente distinta da existente a norte do Tejo.

O centro histórico da cidade é composto por sete colinas, sendo algumas das ruas demasiado estreitas para permitir a passagem de veículos. A cidade tem vários eléctricos que sobem colinas íngremes, ligando zonas da urbe. A parte ocidental da cidade é ocupada pelo Parque Florestal de Monsanto, um dos maiores parques urbanos da Europa, com uma área de quase 10 km².

Cidade capital, com vários portos na sua área de influência, Lisboa é de há muito considerada uma plataforma privilegiada de comércio entre os diferentes continentes. Permite o fácil acesso a 500 milhões de consumidores europeus, graças a uma moderna e completa rede de autoestradas, ferrovias e outras infraestruturas de transporte e logística.

Empresas e Emprego

É importante espreitar à partida o sector produtivo do distrito, para perceber se na sua área de interesse, formação ou experiência há oportunidades que lhe interessem. No ranking de empresas disponibilizado pela imprensa da especialidade está a Petrogal, EDP, Pingo Doce, TAP, Repsol, GALP ou Brisa. É bom verificar as oportunidades nestes e noutros grupos, nos principais sites de emprego nacional. As páginas das empresas têm geralmente um formulário de recrutamento próprio, mesmo para candidaturas espontâneas.

Economia

Lisboa é capital de um país com 10,4 milhões de habitantes e centro de uma região metropolitana com uma população de 2,8 milhões de habitantes. A cidade vê diariamente o número dos seus utilizadores crescer em mais 70%, fruto dos movimentos pendulares casa-trabalho e casa-escola.

Segundo o pormenorizado estudo da edilidade, Economia de Lisboa em Números, é na Área Metropolitana de Lisboa (AML) que se localizam os centros de decisão económica do país. Ela representa cerca de 37% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega cerca de 1.316 mil pessoas (29% do emprego do país), manifestando uma produtividade aparente do trabalho 1,3 vezes superior ao índice nacional.

Em termos de emprego, segundo o mesmo estudo que se baseia também nos anuários do Instituto Nacional de Estatística (ed. 2015), a maior fatia, 27%, está no comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos; transportes e armazenagem e também alojamento, restauração e similares (este último indicador será agora maior, com o crescimento do Alojamento Local na cidade). Segue-se, com 25%, a administração pública e defesa; a segurança social obrigatória; a educação e as actividades de saúde humana e apoio social. Com 18% actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares e actividades administrativas e dos serviços de apoio. Com 14% surgem a agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca; indústrias extrativas; indústrias transformadoras; electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio; captação, tratamento e distribuição de água; saneamento, gestão de resíduos e despoluição e ainda a construção. Com 8%, ex-aequo, estão as actividades de informação e de comunicação; actividades financeiras e de seguros e actividades imobiliárias e, depois, as actividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas; outras actividades de serviços; actividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico; actividades de produção das famílias para uso próprio e actividades dos organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais.

Lisboa tem uma posição geoestratégica de excelência e fortes relações económicas e empresariais com os sete países de língua oficial portuguesa (PALOP) o que a torna localização ideal para as empresas que pretendem exportar ou investir nesses mercados

Transportes

O transporte público é razoável nalgumas zonas, estando longe do ideal. O coração da cidade está servido de metro, embora este ainda não chegue a todo o lado no centro. Conta também com algumas estações na periferia. É um transporte razoavelmente eficaz, com bilhetes a 1,45 a viagem, e várias possibilidades de passe; cartões de um dia; carregamento de cartões com viagens simples ou dinheiro; e com bilhetes combinados com outros transportes. O transporte de autocarro, pela rede Carris, não é tão funcional, sobretudo pela falta de frequência nos limites da cidade e nos arredores.

Se pensa residir nos arredores – hipótese provável dado o alto preço da habitação no centro – informe-se antes e detalhadamente sobre as redes de transportes locais que fazem a ligação com os transportes centrais. Se a zona não for bem servida, corre o risco de passar 3 horas (ou mais) em transportes diariamente, e de se sentir limitado ou perder qualidade de vida. O centro da cidade começa agora a usufruir de redes partilhadas de bicicletas, motociclos e carros, que podem constituir um bom complemento ao transporte público e defendem o ambiente.

O transporte privado é difícil de sustentar no centro da cidade, devido ao limitado número de lugares e ao alto custo por hora do estacionamento público.

Há uma rede de comboios urbanos, portos, aeroporto e rede ferroviária nacional que liga a cidade ao resto do país e exterior.

Habitação

Arrendar Quarto

O preço dos quartos para arrendar na cidade começa nos 150 euros, mas a maioria está muito acima.

Arrendar Casa

Se quiser arrendar uma casa pequena, de T0 a T2, tem hipóteses a partir dos 400/450 euros na região (arredores). Na cidade (concelho) os preços estão a subir muito e começam nos 600 euros.

Comprar Casa

Embora esta opção seja habitualmente encarada mais tarde, os preços, nos arredores, começam nos 50 mil euros para uma habitação pequena. Na cidade, e perante a bolha imobiliária actual, os preços, para casas pequenas, começam à volta dos 100 mil.

Aprender Português

Se é estrangeiro, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Instituto de Cultura e Língua Portuguesa têm abertas as inscrições. Há cursos anuais, cursos de Verão e cursos pós-laborais.

Se quiser aprender à distância, o Instituto Camões tem boas hipóteses que se dividem em auto-aprendizagem, cursos básicos, premium e para fins específicos (adaptados a algumas áreas de trabalho).

Com patrocínio estatal, o Alto Comissariado para as Migrações promove várias ofertas formativas também para estrangeiros.

Tem ainda  a hipótese de recorrer a outras escolas de línguas privadas e a plataformas como a Superprof e a Speak. Tem muitos professores à escolha, com preços e currículos diferentes (ao vivo ou por web cam), e pode aprender, ensinar e partilhar.

Um percurso turístico

Se vem fixar-se na cidade é claro que vai descobri-la aos poucos, consoante a zona para onde for morar, interesses pessoais e outras questões, até porque há muitas lisboas dentro de Lisboa.

Não é possível ficar a conhecer de imediato todas as famosas 7 colinas, mas numa primeira abordagem há os pontos-chave que não é possível ignorar.

Pode começar, ou não, com um passeio de autocarro turístico para ficar com uma visão geral.

Vá até à baixa de Lisboa e dê um primeiro passeio. Siga depois para o Castelo, passando pelo bairro histórico de Alfama e pela Mouraria (que são interessantes de dia e de noite, e onde pode conhecer melhor a canção nacional, o fado, nalguns locais selecionados)

Suba até ao imperdível Chiado, desça pelo Elevador da Bica e conheça o cais do Sodré, fazendo a descida pelo passeio pedonal junto ao rio até à Praça do Comércio.

Vá depois até Belém para visitar a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Museu dos Coches ou o Centro Cultural de Belém, com a mostra de arte contemporânea do Museu Berardo. Não deve esquecer os famosos Pastéis de Belém, que valem cada minuto de espera nas filas.

Se quer conhecer uma zona mais recente, vá ao Parque das Nações e veja a sua arquitectura moderna. Não se esqueça de visitar o Oceanário, o segundo maior aquário da Europa, considerado um dos melhores do mundo.

Vá até ao mar e conheça Cascais e parta depois para a encantadora Sintra, com todos os seus palácios, monumentos, a beleza da sua serra e das praias circundantes.

Há tanto, mas tanto mais por fazer… Esta é apenas a primeira visita clássica.

Boas descobertas!

One thought on “Guia de Lisboa – As melhores cidades para se trabalhar

  1. Venho por este meio candidatar-me a um lugar no vossa empresa, por ter excelentes referências. Neste momento encontro – me em Angola. 2º Ano do Superior no Curso de Matemática.
    • Contabilidada Geral e Finanças ( APRO TIPRO SCHOOL ) Ano 2000 – Luanda
    • Informática na óptica do utilizador ( CINFORTÉCNICA ) Ano 2001 – Luanda
    • Ms – Dos do sistemo Operativo dos Computadores ( VITÉCNICA ) Ano 2001 – Luanda
    • Curso de Pedagogia inicial de Formadores ( MAPESS ) Ano 2004 – Luanda
    • Carta de Condução: Ligeiras Pesadas e Profissional – Ano 2012 – Moxico
    • Licença para Condução de Velocípede – Ano de 2013 – Luanda

    IDIOMAS

    • Português: Falado e escrito
    • Inglês: Razoável

    OUTROS

    • Censo de responsabilidade
    • Facilidade de comunicar – se com o público
    • Boa capacidade de absorção de novos conhecimentos
    • Experiência em liderar trabalhos em grupo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *