O mundo segundo os portugueses

Leonor Pinheiro, Amadeus Comunicação, Nice, França

– O que a levou a sair do país?

Sou uma pessoa muito curiosa, faço muitas perguntas, e na altura senti que Portugal era pequenino de mais para encontrar as respostas que precisava.

– Qual deve ser a base da estratégia de quem quer arranjar trabalho fora do país?

Mostrar trabalho feito no passado e o impacto que teve. Falar sobre os estágios, voluntariado, blogues, viagens…

– Quais foram os maiores desafios que encontrou?

Não encontrei nenhuma dificuldade em termos profissionais.

– A oportunidade que viveu lá fora foi importante para a progressão profissional? 

Sem duvida que sim. Na Amadeus aprendi a trabalhar sob uma metodologia de independência e alinhamento de expectativas. Ou seja, a entrega das tarefas tinha uma data estipulada, não era necessário estar no escritório e o trabalho só tinha que aparecer feito. Tenho feito um grande esforço para implementar este tipo de metodologia de trabalho mais eficiente na minha equipa, pois acredito que vamos ser todos muito mais felizes.

– Vê a experiência internacional como essencial para o mercado de trabalho actual?

Sim. É preciso novas ideias e é preciso novas metodologias de trabalho. São precisas pessoas que querem aprender e não tem medo do desafio, porque já tiveram outras experiências internacionais que os fizeram mais fortes. Acho também que é necessário novos tópicos de conversa nos escritórios portugueses.

– Sente que é mais valorizada em Portugal por ter experiência internacional?

Não. Sinto o contrário. Sinto que os portugueses acreditam que só vai para fora quem não arranja em Portugal.

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