Regras para freelancers II

(continuação. veja aqui a primeira parte) 

5. Organização: Tenha agendas virtuais e em papel, alertas activados, os trabalhos que faz guardados e arquivados, a contabilidade pessoal e a fiscalidade em ordem, etc. Não deixe a sua vida entrar em caos mais do que um curto espaço de tempo em que esteja dedicado a um trabalho em exclusivo. A confusão acumula-se e depois é fácil poder começar a falhar com outros e consigo próprio.

6. Legalidade e contas: Verifique todas as obrigações que tem com as Finanças e a Segurança Social e perceba bem, em termos de ganhos e obrigações contributivas, a decisão que está a tomar. Veja se lhe vale a pena ter contabilidade organizada e se precisa de pedir um apoio a alguém nesta área. Se tem dúvidas, ligue para as linhas de apoio da Segurança Social e Finanças ou faça marcações presenciais (é verdade, não tem de esperar, nem de ir de madrugada para filas, sem garantia de senha!) para pedir esclarecimento: sim, seja ‘chato’, porque as instituições têm obrigação de o esclarecer. As multas por incumprimento são muito pesadas e facilmente sentirá que tudo o que ganha vai para as pagar. Não se deixe enredar nesta teia, por muito burocrático e aborrecido que seja o processo, mais vale percebê-lo de início.  Pense também em começar a construir uma poupança (6 vezes a sua média de rendimento mensal) para alturas de menos trabalho ou para cobrir imprevistos.

7. Site e contactos: para além de poder criar um perfil pessoal em vários tipos de sites e redes sociais, para anunciar os seus serviços, deve pensar em ter um site próprio, para se apresentar a si e ao seu trabalho, podendo, com facilidade, enviar o link para potenciais clientes. Pense também em manter as redes profissionais actualizadas e uma presença activa em redes como o Linkedin, onde deve mesmo participar.

 8. Formação: esteja atento à sua área profissional, siga as associações do sector, veja as novas tendências e não deixe de fazer formação. É essencial para poder continuar a responder às exigências do mercado e mesmo para se sentir a evoluir.

9. Vida pessoal: como a vida não é só trabalho, um freelancer tem de se preocupar ainda mais com isso. Porque por vezes é fácil perder a ligação social inerente a ver muitas pessoas diariamente num local de trabalho. Pode estar demasiadas horas sozinho e é preciso, mesmo profissionalmente, trocar ideias com outros. Procure estar em contacto com outros freelancers ou profissionais da mesma área e, ainda mais, manter as rotinas sociais com família e amigos. Pode parecer estranho, mas esta é uma das regras de ouro para ser freelancer e para o equilíbrio pessoal – tanto quanto atender o telefone ou responder ao e-mail. É muito fácil a pessoa desorganizar-se e não poder sair nos horários em que os outros estão livres por estar a trabalhar…e ter de cumprir prazos. Entra, assim, num ciclo vicioso de frustração e isolamento. Mas tem de se obrigar a não perder os contactos, sejam amigos, colegas ou até colegas de ginásio e outras actividades/hobbies que tenha. A socialização faz parte da vida, e tem de continuar a ser feita. Mas terá de a cultivar de um modo mais activo e menos intuitivo do que antes.

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