Sabe como arranjar trabalho nas redes sociais?

A maioria das pessoas pensa nas redes sociais como nada mais do que o próprio nome indica: um lugar de ‘socialização’. Mas Instagram, Facebook e outras plataformas não servem apenas para acompanhar amigos, notícias ou eventos. Se procura oportunidades de trabalho, saiba que as redes sociais estão a começar a ter um propósito muito diferente e que podem ter particular utilidade para o mundo profissional.

O que mudou

As redes sociais já têm alguns anos de estrada e o seu perfil nas mesmas serve, nos dias que correm, quase como garante do seu percurso socioprofissional e até pessoal. Há muitos estudos que o indicam e há mesmo alguns que apontam margens de quase 50% como sendo o número de pessoas que usaram uma rede social na procura do seu trabalho mais recente.

É claro que tudo tem de se adaptar à realidade local, mas apesar de não estarmos nos EUA, também na Europa isso é uma tendência incontornável. Segundo dados do ano passado da empresa de sondagens Marktest, 5,3 milhões de portugueses usam redes sociais. O recente estudo “Os portugueses e as redes sociais”, afirma que o Instagram é o que mais tem crescido nos últimos cinco anos.

É bom, portanto, seguir algumas dicas para tirar proveito dos seus perfis e, quem sabe, inaugurar novos perfis que o possam beneficiar:

Siga as hashtags

Algumas empresas anunciam regularmente as suas vagas no Linkedin, mais dedicado ao universo laboral, mas igualmente Facebook e até no Twitter. É fácil para qualquer um pesquisar e seguir as hashtags populares de trabalho que os recrutadores usam para encontrar candidatos. Exemplos disso são: ProcuraEmprego (JobSearch); ContratarAgora (NowHiring); Contratar (Hiring); VagaEmprego (JobOpening) ou Currículo (Resume).

Adicione os seus perfis ao seu currículo ou site

Se tem um site pessoal ou apenas um currículo físico/em ficheiro pdf, pode incluir links para os seus perfis de redes sociais como parte das suas informações de contacto, desde que, obviamente, tenha o perfil organizado, sem exposição pessoal excessiva, etc. O mais indicado continua a ser o Linkedin, mas para algumas áreas mais criativas várias outras redes (até o Youtube) podem ser importantes.

Será interessante também que alguns empregadores percebam que tem uma presença online ativa, começando pela sua apresentação pessoal, num domínio próprio ou num site tipo WordPress, onde pode ter o CV e portfólio e exibir as suas qualificações, certificações, ligações às redes sociais e até trabalhos resultantes de hobbies e outras capacidades e vocações.

Faça saber à sua rede que procura trabalho

As redes sociais, para além de terem pessoas do círculo mais próximo, como amigos e família, têm um segundo círculo ou rede constituída pelos mais diversos contactos sociais. Mas nessa segunda rede está uma grande valia, na medida em que os próximos, por princípio, acompanham de outras formas a sua situação. Os antigos colegas são fundamentais, os amigos de amigos, os contactos profissionais ocasionais, entre outros, são precisamente os que precisam de ouvir a sua voz – poder ter este espaço para a usar é uma oportunidade, até para saber mais vagas de emprego antes que elas sejam anunciadas nos canais oficiais. Com alguma experiência no mercado laboral, rapidamente se percebe que muitas oportunidades nunca chegam a ser publicitadas, porque são logo ocupadas pela tal rede de proximidade. Um bom exemplo é fazer um post em que explique sucintamente em que área procura trabalho e acrescentar algo como “se conhecer alguém que esteja a contratar, encaminhe o meu CV”, acrescentando à frente o link para o currículo.

Use listas do Facebook

No Facebook pode interessar com frequência aprender a fazer listas, uma forma de construir e subdividir a sua rede social, sem se preocupar. A ideia é fazer uma ou mais listas com contactos profissionais que só vão ver o que o utilizador definir. Os posts mais pessoais ficam, portanto, restritos a outras listas. Nas definições de privacidade, basta ir a “Conta” e “Amigos”. Depois, verá uma opção para criar uma lista. Defina sempre as configurações de privacidade personalizadas para impedir que as pessoas vejam as suas actualizações regulares. É claro que também não deve desconsiderar nisto a sua rede próxima, porque na verdade há muitos amigos com quem não fala assim tão regularmente e amigos que podem conhecer empregadores que estão a contratar no momento. Se não os chamar à atenção directamente…podem não se lembrar.

Se tiver Twitter participe de conversas da sua área profissional

O Twitter não tem a maior das implantações em Portugal. No entanto é uma óptima plataforma para começar a construir uma rede de “influenciadores” ou “fazedores de opinião” na sua área de trabalho. Encontre e siga pessoas que trabalham no seu setor para que possa participar de conversas e dar-se a conhecer. As hipóteses de encontrar um novo emprego, por meio de referências, aumentam.

Apareça profissional nas pesquisas

Se já pesquisou o seu nome nos motores de busca mais comuns, tem de perceber se é interessante o que aparece e se condiz com o perfil pelo qual quer ser conhecido profissionalmente. Se vê algo de que não gosta na sua presença online, os especialistas aconselham-no a fazer um perfil adequado e completo no Linkedin, dado que esta rede se classifica bem nas pesquisas e poderá ir, por este meio, para o topo dos resultados.

Siga perfis que lhe interessam e associações do seu sector

Também pode ser produtivo seguir e interagir com perfis de pessoas, empresas ou associações dos sectores profissionais que mais lhe interessam. É uma forma de criar mais conexões, estar mais informado e até de aparecer, de uma forma natural e adequada, seja com perguntas, seja a partilhar informação com outros, seja a fazer os seus próprios posts – o que é muito importante para se destacar em redes com o Linkedin. As redes sociais vão-se actualizando a grande velocidade, e aparecem com frequência novos grupos e novos hashtags que deve conhecer. Faça por estar sempre atento, porque é essa atitude, e uma boa comunicação e interação, que lhe dará vantagens nesta economia digital.

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